Lista de Fachin

Delações da Odebrecht: Inaldo Leitão é suspeito de receber R$ 100 mil em 2010

15/04/2017

O ex-deputado federal e ex-chefe da Casa Civil do Governo da Paraíba Inaldo Leitão é citado de um dos 201 pedidos de inquérito enviados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a instâncias judiciais inferiores, com base em delações de ex-executivos da Odebrecht que deram origem à “lista de Fachin”.

 

O atual presidente do Conselho de Administração dos Correios é suspeito de receber R$ 100 mil em 2010, por meio de caixa dois, para uso na campanha eleitoral de Leitão à Câmara dos Deputados. Segundo os delatores, o político tinha como contrapartida o favorecimento do grupo Odebrecht caso fosse eleito.

 

Em resposta à TV Cabo Branco, Inaldo explica que não teve acesso aos autos do processo, mas que soube da informação de que o delator falou sobre a suposta doação. 

 

“A resposta é curta e objetiva: não fui candidato em 2010. Logo, impossível ter havido essa doação”

 

Leitão ainda explica que a única vez que recebeu doação da Odebrecht foi em 2002, e que esta doação foi feita de forma oficial e legal. O inquérito contra o político deverá ser conduzido na primeira instância, no Ministério Público da Paraíba (MPPB), uma vez que o ex-deputado não possui mais prerrogativa de “foro privilegiado”.

 

O suposto repasse ao ex-deputado, que à época era chefe da Casa Civil do Governo da Paraíba, é citado nas delações premiadas de José de Carvalho, João Antônio Pacífico Ferreira, Cláudio Melo e Benedicto Barbosa da Silva Júnior. Segundo os termos, Inaldo solicitou e recebeu, a pretexto de campanha eleitoral, R$ 100 mil com o intuito de resguardar os interesses da Odebrecht em eventual mandato de deputado federal.

 

Em um anexo de uma planilha do sistema interno da empresa, é citado o pagamento do valor em duas parcelas, sendo R$ 50 mil no dia 25 de agosto de 2010 e R$ 50 mil em 15 de setembro de 2010. Na relação das delações, Inaldo aparece com o codinome de “Todo Feio”.

 

De acordo com os depoimentos, também encontra-se a menção de uma suposta propina paga a Mikika Leitão, irmão de Inaldo Leitão e ex-deputado estadual. A menção aparece na delação de Fernando Reis. Ao G1, Mikika Leitão negou que já tenha pedido ou recebido qualquer tipo de propina e que “não conhece e nem tem contato com nenhuma pessoa da Odebrecht”.

 

G1

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