FUTEBOL

Dorival Júnior abre o jogo sobre como livrou o São Paulo da queda

23/11/2017

Dorival Júnior fechou contrato com o São Paulo no dia 5 de julho, quando o Campeonato Brasileiro estava na 12ª rodada e o Tricolor ocupava uma das quatro posições da zona de rebaixamento, com 11 pontos. O treinador chegou para cumprir uma missão: livrar o clube do primeiro rebaixamento de sua história. Muitas pessoas, inclusive comentaristas esportivos, davam como certa a queda do Soberano. Mas a “tragédia” não aconteceu. Dorival Júnior, junto com Lucas Silvestre, seu filho e auxiliar-técnico, Celso Resende, preparador físico, e o analista de desempenho Leonardo Porto, conseguiu atingir o grande objetivo de permanecer na Série A.

 

Em entrevista exclusiva ao Esporte ao Minuto, Dorival Júnior falou sobre a responsabilidade de assumir o São Paulo em plena crise e sobre como conseguiu reverter a complicada situação do Tricolor.

 

“Não vou te falar que foi um processo fácil. Primeiro tentamos perceber aquilo que vinha acontecendo com o grupo. Era um elenco em transição, que vinha recebendo vários jogadores, muito próximo a minha chegada. Alguns jogadores chegaram vinte dias antes de a gente (comissão técnica) chegar no clube. Então queira ou não, foi uma remontagem dentro de uma competição. Não era uma situação simples. Os jogadores estavam conhecendo o clube e os novos companheiros. Estávamos num momento muito difícil, pois vínhamos de nove rodadas sem vitórias. A partir daí começamos a mexer na equipe”, disse o técnico, que assumiu o lugar do então estreante e ídolo tricolor Rogério Ceni.

 

“Foram muitas dificuldades, a cada rodada, muita coisa foi feita internamente para que o São Paulo mudasse completamente o padrão que vinha apresentando. E eu fico muito satisfeito de ver que esse trabalho acabou encontrando, num primeiro momento, esses resultados, que para nós ainda são mínimos pela grandeza do São Paulo e para o seu torcedor. São pequenos resultados, mas importante diante do que aconteceu com o clube ao longo do ano”, acrescentou.

 

Dorival Júnior contou também que não conseguiu relaxar nesse período de crise do São Paulo, nem mesmo quando ele estava em casa. “Não tinha como. Relaxamento não tinha como. Foi muito desgastante, foi muito complicado. É um dos trabalhos que eu mais valorizo na minha carreira. Às vezes eu ouço as pessoas falarem que o São Paulo tinha um grande elenco. Mas o São Paulo não tinha um grande elenco, tinha bons nomes num elenco”, pontuou o treinador.

 

O comandante são-paulino, que já salvou do rebaixamento equipes como Santos e Palmeiras, disse que resgatar o São Paulo no Brasileirão teve um peso maior.

 

“Teve um peso maior sim. Principalmente porque, esse é um detalhe muito importante, foi uma equipe reformulada dentro do campeonato. Nós estamos finalizando o Campeonato Brasileiro, mas muitos jogadores que hoje são titulares não completaram ainda 25 partidas com a nossa equipe. É muito pouco. Tem um peso muito grande. E o que nos ajudou, a partir da virada do turno, foi que começamos a ter semanas abertas. Então aproveitamos para recompor a equipe. Então partimos para um recuperação que aconteceu apenas na 36ª rodada”, comentou.

 

Sobre 2018, Dorival confirmou que continua no comando do São Paulo e que já trabalha para trazer reforços.

 

“Estamos começando a conversar a respeito de alguns nomes que possam vir. Eu não quero muitas peças, eu quero peças pontuais, que venham e que não gerem dúvidas”, afirmou.

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