OPINIÃO

É preciso defender a ordem democrática – mais uma vez

21/12/2017

O círculo de giz caucasiano – ou seja, a aliança de ferro e fogo entre as forças políticas conservadoras, o poder econômico, a mídia ensandecida, o Ministério Público e o Poder Judiciário – que desde os primeiros dias de 2015 se organiza e opera visando à destruição política de Luiz Inácio Lula da Silva (menos por ele, mais pelo que representa para as grandes massas), não é fato novo na política brasileira, monótona na repetição de suas tragédias, incorrigível na persistente intolerância da Casa Grande a tudo que possa sugerir progresso social e emergência econômica e política popular, numa História na qual o povo foi sempre um exilado, tolerado apenas como massa de manobra para a conciliação comandada do alto pela classe dominante.

 

O  grande projeto das forças que nos governam desde sempre, e governam independentemente do caráter dos governos, tem sido assegurar-se de que, na democracia representativa permitida, a opção eleitoral, qualquer que seja, precisará conservar o mando do poder econômico e suas alianças conjunturais. Toda vez que esse mando é ameaçado, mesmo que o agente possa ser um dos seus, a direita e as forças ditas liberais não titubeiam em fraturar as instituições democráticas. Afinal, quase tudo por elas é admitido, principalmente a troca dos nomes dos governantes, mas é inaceitável a mudança de governo, nomeadamente quando ameaça com a ascensão daquelas forças destinadas pelo pacto dominante à simples figuração.

 

A releitura desse processo em episódios passados nos ajudará a compreender a conjuntura que estamos vivendo desde as eleições de 2014 e a inaceitada vitória de Dilma Rousseff.

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