Um caso raro, mas possível: a Universidade Nacional da Colômbia registrou em 2018 a descoberta de gêmeos de pais biológicos diferentes.
O caso foi relatado na edição de dezembro da revista científica "Biomédica" e recebe o nome de superfecundação heteroparental. Trata-se de um fenômeno relativamente comum em algumas espécies de animais, como em cães, mas muito raro em seres humanos.
A descoberta foi feita quando uma mulher, os filhos, e o pai biológico de uma das crianças fizeram um teste de DNA. O exame deu probabilidade máxima de paternidade para um deles, mas não para outro. Por ética médica, a identidade da família foi mantida em sigilo.
Em um primeiro momento, a equipe do laboratório pensou se tratar de um engano. Mas outro exame, feito a partir de marcadores genéticos, comprovou que a outra criança tinha outro pai biológico.
O fenômeno é raro porque são poucos os casos em que uma mulher libera dois óvulos em um mesmo ciclo menstrual. Quando isso ocorre e há fecundação, geralmente a fecundação é feita pelo mesmo homem — e, então, formam-se gêmeos bivitelinos.
No caso reportado na Colômbia, os cientistas detectaram que houve duas fecundações diferentes por dois homens diferentes em duas relações sexuais diferentes. Segundo os pesquisadores, fenômenos do tipo só foram relatados em três de 39 mil testes de paternidades incluídos na literatura científica.
De acordo com os pesquisadores, o estudo reforça a necessidade de aplicar os exames nos dois gêmeos em casos de testes de paternidade em bivitelinos, ainda que seja um fenômeno raro.
G1
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