Domingo, 14 de Junho de 2026
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Sousense de família humilde consegue o primeiro lugar para medicina em universidade pública do Sertão da Paraíba

Sousense de família humilde consegue o primeiro lugar para medicina em universidade pública do Sertão da Paraíba

25/02/2022 às 01h18 Atualizada em 25/02/2022 às 04h18
Por: Sertão Informado
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O filho do pedreiro José Aluízio Pedrosa e da dona de casa Maria do Socorro Pires Duarte, o estudante José Bruno Pires Pedrosa, de 19 anos, residente no Bairro André Gadelha, na cidade de Sousa, Sertão da Paraíba, conseguiu o primeiro lugar para o curso de medicina na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), campus de Cajazeiras. O resultado foi divulgado essa semana após a chamada regular do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2022. Confira o video no final desta matéria!

Bruno Pires têm outros pontos em comum igualmente a milhões de jovens brasileiros: não possuir condições financeiras e estudar em escolas públicas. Perto de casa, ele cursou o Ensino Fundamental I na Escola Municipal Sinhá Gadelha. Já o Ensino Fundamental II e o Ensino Médio foram concluídos na Escola Normal Estadual José de Paiva Gadelha, este último em 2019.

Para não perder o ritmo dos estudos, pelo fato de não obter aprovação em seu primeiro ENEM, Bruno se viu em outra situação difícil: a de não poder pagar cursinho preparatório. Daí veio a solidariedade de professores e amigos. É que com a ajuda deles, o jovem promissor conseguiu um bolsa integral por dois anos consecutivos, até que em 2021, alcançou a tão sonhada vaga no curso de medicina ao atingir 785 pontos na prova e 960 na redação.

Ao Blog do Levi, Bruno falou de sua origem simples, dividida com o irmão Wildenberg Pires Duarte, tias e avós que sempre acreditaram no seu objetivo.

“Sempre foi difícil assim, porque na minha casa somos eu e minha mãe, e só que trabalha. E ela não ganha muito, sabe! Então para sustentar a casa sempre foi difícil, mas tem meu pai que ajuda por fora. Então eles juntos foram quem me sustentaram até hoje”, disse.

O mais novo fera em medicina – estudava sete horas por dia – relatou o estímulo que recebeu dos professores, o que para ele foi substancial na continuidade de seu sonho.

“Meus professores foram quem me incentivou mesmo a continuar com isso, a não parar até eu conseguir o que eu queria. Sempre me ajudaram mesmo, sabe, especialmente o professor Tico, o meu professor de matemática”, contou.

“Eu queria dizer que vocês continuem tentando. Se é isso que vocês querem mesmo continuem porque apesar de ser muito difícil – eu sei que é muito difícil mesmo – mas quando vocês acabarem vale muito a pena isso. A felicidade é muito grande, sabe! Ver sua família feliz é algo sem preço, assim. Então vale muito a pena saber que você fez por merecer aquilo. Vale demais a pena”, disse o futuro médico, ao deixar uma mensagem aos estudantes que seguem tentando uma vaga no ensino superior.

Blog do Levi

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