SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em meio ao agravamento da crise de imigração na fronteira com o México, o governo de Joe Biden anunciou a abertura de uma licitação para reativar um centro de detenção de migrantes na base naval dos Estados Unidos na Baía de Guantánamo, em Cuba.
Entre os critérios exigidos para o fechamento do contrato está a de que a empresa escolhida garanta que ao menos 10% dos guardas da instalação sejam fluentes em espanhol e em crioulo haitiano -idiomas da maior parte das pessoas que tentam cruzar a fronteira americana.
Embora o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS, na sigla em inglês) afirme que não enviará a Guantánamo migrantes que estão entre os milhares acumulados em um acampamento improvisado debaixo de uma ponte na fronteira, o movimento para a reabertura do centro acende alertas sobre as ações da gestão Biden diante da crise migratória.
Segundo os registros do governo americano, a licitação foi aberta no último dia 17, dois dias antes de o Acnur, agência da ONU para refugiados, contabilizar cerca de 14 mil imigrantes acampados em barracas construídas com galhos e lonas à beira do Rio Grande, sem acesso a condições básicas de higiene e alimentação.
O edital afirma que o centro reaberto terá uma população diária estimada de 20 pessoas, mas o prestador de serviços deverá ter condições para erguer instalações temporárias para abrigar até 400 migrantes em um "evento de pico".
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