BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) - A polícia da Noruega afirmou nesta segunda (18) que os cinco mortos em ataque na última quarta-feira (13) foram esfaqueados, e não flechados.
De acordo com os investigadores, o agressor chegou a usar um arco e flecha, com os quais alvejou mais de 12 pessoas. Mas já estava sem essa arma quando matou quatro mulheres e um homem, com idades entre 52 e 78 anos, em Kongsberg, cidade de 25 mil habitantes cerca de 75 quilômetros a oeste de Oslo.
"Tudo indica que essas vítimas foram mortas ao acaso", disse o inspetor de polícia Per Thomas Omholt, em entrevista transmitida pela emissora europeia Euronews. Algumas foram mortas dentro de suas casas e outras na rua; outras três pessoas ficaram gravemente feridas.
Duas armas brancas, não detalhadas pela polícia, foram encontradas.
O suspeito, Espen Andersen Brathen, 37, foi descrito como doente mental e está detido em um hospital psiquiátrico.
Dinamarquês e morador de Kongsberg, Brathen se converteu à fé islâmica e já havia sido investigado por sinais de radicalização, o que levantou suspeitas de que o ataque fosse terrorista.
Segundo o inspetor, porém, "a doença parece ser a hipótese mais provável em termos de motivo para a ação".
O ataque da semana passada deixou o maior número de mortos no país desde desde 2011, quando um extremista de direita matou 77 pessoas em um acampamento de adolescentes.
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