No México, 2 de novembro é o auge da Festa do Dia dos Mortos, que lembra os entes queridos, com música, alegria e guloseimas. A tradição começou na Europa, quase três mil anos atrás, e foi difundida pelos celtas. Nas Américas, foi misturada a rituais pré-históricos que foram incorporados aos costumes dos povos pré-colombianos, como astecas e maias.
Durante esses rituais, que simbolizavam a morte e o renascimento, os nativos exibiam como troféus os crânios de pessoas queridas que tinham morrido. Era uma forma de mostrar que elas continuavam presentes. Essas cerimônias ocorriam no mês de agosto e foram consideradas pagãs pelos colonizadores europeus, que mudaram a data para o começo de novembro.
Atualmente, os festejos começam no dia 31 de outubro, junto com o Dia das Bruxas. Continuam no dia 1º de novembro, quando os católicos comemoram o Dia de Todos os Santos, e terminam hoje.
O principal símbolo da festa são as caveiras, que se dividem em três tipos: as caveiras de rimas, também chamadas de calaveras, onde as pessoas escrevem epitáfios engraçados, que sempre têm a ver com a personalidade do morto homenageado. O segundo são os grabados, que são caricaturas das caveiras impressas em cartazes. E o terceiro tipo de caveiras são as calaveras de azúcar, doces em forma de crânio, geralmente feitas de caramelo, chocolate e goma, muito populares nas barraquinhas de rua.
A celebração deixa de lado o medo dos espíritos e a tristeza com a morte de amigos e parentes. O objetivo é comemorar a vida que essas pessoas tiveram e saudar as novas vidas, representadas pelas crianças. A grandiosidade da Festa do Dia dos Mortos foi reconhecida pela Unesco, que considerou o evento Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
História Hoje
Pesquisa e redação: Victor Ribeiro.
Sonoplastia: Messias Melo
Apresentação: Cármen Lúcia.
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