SÃO PAULO, SP (UOL/OLHAPRESS) - Foi preso nesta quarta-feira (4) o analista Igor Danchenko, que contribuiu no documento que ficou conhecido como "dossiê Steele", um levantamento de informações comprometedoras envolvendo o ex-presidente Donald Trump e a Rússia.
De acordo com o jornal The New York Times, a prisão de Danchenko faz parte do inquérito conduzido por John H. Durham, que foi nomeado pelo governo Trump para examinar a investigação da Rússia por qualquer delito.
O analista foi o principal pesquisador do dossiê, que contém rumores e afirmações não comprovadas que sugerem que Trump e sua campanha de 2016 conspiraram com funcionários da inteligência russa na operação secreta de Moscou para ajudá-lo a derrotar Hillary Clinton.
Fita de sexo
Uma das partes mais polêmicas do dossiê diz respeito a uma fita de sexo que os russos teriam em mãos, mostrando o ex-presidente dos Estados Unidos assistindo a prostitutas urinarem em uma suíte de hotel.
A maioria das afirmações do dossiê -que foi escrito pelo empregador de Danchenko, Christopher Steele, um ex-agente da inteligência britânica- não foi provada, e algumas foram refutadas. Agentes do FBI interrogaram Danchenko em 2017. O interrogatório sugeriu que alguns aspectos do dossiê eram enganosos.
Steele não deixou claro que grande parte do material era informação de terceira mão e parte do que Danchenko -que nasceu na Rússia, mas vive nos Estados Unidos- retransmitiu era mais especulativo do que o dossiê implicava.
Democratas
Segundo o jornal, o dossiê teria sido financiado por democratas, oposicionistas a Donald Trump. A empresa de inteligência de negócios de Steele era subcontratada por outra empresa de pesquisa, a Fusion GPS, que por sua vez havia sido contratada pelo escritório de advocacia Perkins Coie, que estava trabalhando para a campanha de Hillary Clinton.
Danchenko disse não saber quem era o cliente de Steele na época e se considerava um analista e pesquisador apartidário.
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