SÃO PAULO, SP (UOL-FOLHAPRESS) - Os Estados Unidos registraram a primeira morte pela variante ômicron da Covid-19. A vítima foi um homem com idade entre 50 e 60 anos que morava no estado do Texas e não havia se vacinado contra o novo coronavírus, informou a CNN Internacional.
De acordo com um comunicado da secretaria de Saúde Pública do Condado de Harris, a morte do homem foi registrada na tarde de ontem. A vítima já havia se infectado com o novo coronavírus anteriormente, mas mesmo assim não se vacinou contra a doença.
"O indivíduo estava em maior risco de complicações graves com a covid-19 devido ao seu estado de não vacinado e a problemas de saúde subjacentes", informou o comunicado.
Barbie Robinson, diretora da pasta de Saúde Pública, lamentou a morte do homem e afirmou que os "nossos pensamentos e orações estão com a família do paciente".
Robinson ainda relembrou a importância da vacinação contra a covid-19 no comunicado. "Este é um lembrete da gravidade da covid-19 e suas variantes. Pedimos a todos os residentes qualificados a serem vacinados e a receberem sua injeção de reforço, caso não tenham ido às unidades de saúde, que se encaminhem já."
Segundo a pasta, a confirmação da infecção pela variante ômicron da vítima aconteceu por "testes adicionais" que "podem não refletir o número total de casos" na região.
"Recomendamos que todos os indivíduos com cinco anos ou mais sejam vacinados o mais rápido possível. Para estar protegido, os indivíduos devem ser totalmente vacinados e receberem uma injeção de reforço quando forem elegíveis. Ser vacinado oferece a melhor proteção contra o desenvolvimento de complicações ou mortes decorrentes da covid-19", finalizou o comunicado.
ÔMICRON NOS EUA
Apenas três semanas após ter sido registrado o primeiro caso nos Estados Unidos, a variante ômicron já é responsável por 73% dos novos casos de covid-19 no país. A estimativa, do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, consideraram o período de uma semana encerrado em 18 de dezembro.
O aumento é 70% maior do que uma semana atrás, e mais de 72% maior do que há duas semanas, quando a ômicron, também conhecida como B.1.1.529, foi estimada como responsável por 0,4% de todos os novos casos da doença.
A variante foi detectada em todos os Estados norte-americanos, exceto Oklahoma e Dakota do Norte. Em algumas partes do país -incluindo as áreas de Nova York, Nova Jersey, grande parte do Sul, e o Noroeste do Pacífico -a variante responde por mais de 90% dos novos casos.
"Esse aumento acentuado da ômicron era esperado e é semelhante ao que foi visto em todo o mundo", disse o CDC em comunicado. "Sabemos que as estratégias de prevenção podem retardar a disseminação da covid-19."
Desde o fim de junho, a variante delta era a principal versão do vírus que causa infecções nos EUA. Até o fim de novembro, mais de 99,5% dos coronavírus eram provocados por essa cepa, de acordo com dados do CDC.
A variante ômicron foi detectada pela primeira vez na África do Sul no fim de novembro e classificada como "variante de preocupação" pela OMS (Organização Mundial de Saúde) em 26 de novembro.
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