
O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse neste domingo que o país está “mais perto do que nunca” de declarar a sua independência do “vírus mortal”, referindo-se à pandemia do coronavírus.
“Hoje celebramos a América, a nossa liberdade, a nossa independência. O 4 de Julho é um dia sagrado no nosso país”, disse Biden no seu discurso.
O Presidente norte-americano organizou a sua primeira atividade de massas na Casa Branca para o Dia da Independência, uma data que o seu Governo considerou propícia à reunião dos americanos como uma família, após meses de restrições pela pandemia.
“Estamos saindo da escuridão de um ano de pandemia e isolamento”, acrescentou, que intitulou esta celebração como o “Dia da Independência e a independência da covid-19”.
“A América está voltando a se unir”, sublinhou.
Contudo, advertiu que a batalha contra a covid-19 ainda não terminou.
“Temos muito trabalho a fazer”, disse Biden, que insistiu que o vírus “não foi derrotado”, recordando que surgiram variantes “poderosas” como a delta, inicialmente detectada na Índia.
Neste contexto, convidou os norte-americanos a serem imunizados, indicando que “a melhor defesa contra estas variantes é a de serem vacinados.
“Se ainda não foram vacinados, vacinem-se agora”, disse Biden, acrescentando: “Não queremos voltar ao ponto em que estávamos há um ano”.
Biden lembrou das mais de 600.000 pessoas que perderam a vida para a covid-19 no país, que tem 33,7 milhões de casos positivos da doença, segundo a Universidade Johns Hopkins.
O Presidente dos EUA, que tomou posse em 20 de janeiro, admitiu há semanas que o objetivo de 70% dos adultos com pelo menos uma dose da vacina não seria alcançado até esta data.
De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) 67,1% da população com mais 18 anos (cerca de 173,1 milhões) recebeu pelo menos uma injeção, enquanto 58,2% já está totalmente imunizada.
Para a população em geral, 54,9% (182,4 milhões) receberam uma dose e 47,4% completaram a sua vacinação.
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